Área de atuação

Estudos e Pesquisas

Percepções

HIPERFOCO

Desenvolvimento tecnológico e gerencial subsidiando diferentes escopos tendo como premissa os diagnósticos e projeções metodologicamente elaborados

Teoria e prática

- Valoração ambiental, de recursos e social – Perdas e danos / Ganhos e benefícios.
- Análises econômicas e de investimentos.
- Modelagem participativa mediada (social, econômica, comportamental e ambiental).
- Estatísticas sociais, econômicas, territoriais e geográficas.
- Análise de percepção e comportamental.
- Análises fundiárias, imobiliárias e territoriais.
- Análise de risco ambiental para tomada de decisões.
- Pesquisa de campo (convencional e informatizada).

RESESX e RDS

As Unidades de Conservação de Uso Sustentável estão entre aquelas com maior potencial de atingir o status de desenvolvimento sustentável... 

As Unidades de Conservação de Uso Sustentável buscam conjugar o uso dos recursos naturais, a manutenção do modo de vida tradicional e a conservação da biodiversidade, tudo isto ao longo do tempo e sem comprometer a oferta para as futuras gerações. Entretanto atingir este equilíbrio não é tarefa fácil e muito tem que ser feito por parte de todos atores envolvidos – beneficiários, usuários, órgãos públicos e organizações civis. 

Apesar de os moradores tradicionais terem desenvolvido ao longo das décadas excelentes práticas de mínimo impacto, a realidade nestes locais tem mudado muito rapidamente no período recente em todos os rincões do Brasil e em muitos casos estas práticas ancestrais já não se ajustam mais aos novos paradigmas, exigindo adaptações que muitas vezes as comunidades não estão preparadas para enfrentar.  

Deste modo, um dos principais desafios das UCs de Uso Sustentável é conjugar o saber tradicional com o conhecimento científico, buscando novos pontos de equilíbrio em cenários dinâmicos e incertos. Ao longo dos anos desenvolvemos e aperfeiçoamos técnicas que auxiliam a atingir esta meta, através de metodologias participativas, profundo conhecimento científico dos temas abordados e visão estratégica de longo prazo.

Percepção social da biodiversidade

Lançamos a hipótese de que uma parte considerável da população saberia expressar o significado básico deste termo...

Em conjecturas sobre a integridade ecológica da vegetação nativa de um Parque, buscou-se de diferentes maneiras apreender a noção embutida nos usuários, sobre a expressão: biodiversidade. Atualmente tão utilizada nos debates de cunho ambiental a nível nacional e internacional, veiculada correntemente nos meios de comunicação de massa, essa expressão, que traduz um recurso natural cuja valoração cresceu quase que explosivamente em termos globais nos últimos anos, parecia ser mais bem conhecida pela população. Na verdade, lançamos a hipótese de que uma parte considerável da população saberia expressar o significado básico deste termo, mas a realidade mostrou que quase metade das pessoas nunca tinham ouvido falar na mesma e das que já tinham ouvido falar, somente 35,7% responderam certo o seu significado. Isso implica que um quinto somente da população usuária do Parque (20,1%), sabe do que realmente se trata esse parâmetro estrutural fundamental do cerrado.

Esta fração da população de usuários caracteriza-se pelo alto nível de escolaridade, onde as pessoas com 3º grau em curso, ou formados ou com pós-graduação, despontam em termos de respostas certas quando comparadas com qualquer outro nível de escolaridade mais baixo.

Em termos de idade dos usuários, a associação apresenta-se também com alto nível de significância, porém com uma peculiaridade onde pessoas de idade intermediária, entre 25 a 54 anos, são as que mais se despontam na quantidade de respostas certas quando comparadas com pessoas mais jovens ou mais velhas (Figura). A relação também é bastante clara com o crescimento do nível de renda familiar. Aqueles enquadrados em níveis salariais acima de 5 sm tendem a conhecer mais sobre biodiversidade, do que aqueles em níveis inferiores.

Percepção da coleta seletiva

O resíduo deve ser visto como um bem capaz de gerar trabalho e renda e de promover a cidadania...

“...indiscutível, pois, que a Política Nacional dos Resíduos Sólidos tenha alcance para além do âmbito ambiental, abrangendo também o social, o cultural, o econômico, o tecnológico e o de saúde pública. O resíduo deve ser visto como um bem capaz de gerar trabalho e renda e de promover a cidadania, segundo o princípio da visão sistêmica, o qual impõe às pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas geradoras de resíduo, sólido o respeito e a observância dos valores sociais e da dignidade da pessoa humana.” (CNMP, 2014)

No cenário de disposição a receber (Dar), a amostra foi indagada o quanto, em termos monetários, estaria disposta a receber, anualmente, como bonificação, pela coleta seletiva de lixo. Esta bonificação poderia ser descontada do IPTU/TLP devido ao GDF. O modelo* estimado tem a forma linear na variável dependente e variáveis independentes, conforme abaixo.

DAR = f (Renda,V26,V28,V63,V66)
Sendo: Renda=renda média da amostra por cidade satélite.
V26= Os lixos e lixões a céu aberto são bons porque permite aos catadores de lixo praticar uma profissão e sustentarem suas famílias?
V28= A profissão de catadores de materiais recicláveis nos lixos e lixões não é digna do ser humano?
V63= Na Estrutural tem 40 anos de lixo produzido no DF. Mudando para o aterro em Samambaia, fica resolvido, de imediato, o problema da poluição e do mau cheiro na Estrutural?
V66= Apesar de mais perto do centro de Brasília, o bairro da Estrutural deverá continuar pouco valorizado em termos imobiliários com a saída do lixão?
(*Foram testados os modelos na forma linear e com logaritmos. Além disso, os erros foram avaliados quanto à normalidade (teste de Kolmogorov/Smirnov) e independência dos resíduos. Todos os testes foram aceitos ao nível de 8,5% de significância.)